quinta-feira, 30 de setembro de 2010

‘FT’: rumo da economia com Dilma não é claro


Deu em O Globo

Para jornal britânico, governo manda sinais ambíguos quanto à redução do déficit público


Ainda não está clara a direção que a economia brasileira tomaria caso Dilma Rousseff (PT) seja eleita.
A afirmação é de uma reportagem publicada na edição de ontem do jornal britânico "Financial Times".
Sob o título "Lula se revela um político difícil de suceder", o texto diz que, apesar de a presidenciável petista se comprometer a continuar as políticas da administração Lula, o governo estaria enviando sinais ambíguos quanto à manutenção da atual política macroeconômica e de ações como redução gradual do déficit público.
Para o "FT", "essa ambiguidade tornaria difícil prever que rumo será dado à economia sob o governo Dilma Rousseff".
Além disso, continua o texto, Dilma não seria recebida pelo eleitorado com a mesma admiração dada a Lula. O texto exemplifica afirmando que, em um comício na semana passada, em Porto Alegre, a presidenciável petista só teria conseguido empolgar o público quando comentou o sucesso da capitalização da Petrobras: "Tivemos que vender algum pedaço da Petrobras para conseguir (o dinheiro)? Não. Demos de volta ao povo o que tinha sido vendido antes".
Para o jornal, a frase de Dilma seria um sinal de que, num governo Dilma, haveria ampliação da participação do Estado na economia.
Segundo o "FT", porém, um assessor ligado a Dilma teria dito ao jornal que ela manteria a base da política de Lula: metas de inflação, câmbio livre e redução do déficit público.

Evangélicos continuam cruzada contra Dilma

Pastores criticam também a posição do presidente Lula em relação ao aborto

A pressão de várias denominações evangélicas para enfraquecer a candidatura da presidenciável Dilma Rousseff (PT) continua forte nesta reta final - bem maior que a de grupos cristãos que a defendem. A orientação dada ontem por alguns pastores de Pernambuco é de que os fieis possam assistir, nas igrejas ou no youtube.com.br, a pregação do pastor Paschoal Piragine, de Curitiba, na qual ele orienta os protestantes a não votarem em candidatos do PT, tanto para presidente, como para o Senado e Câmara Federal. Toda mobilização tem como pano de fundo duas ações que, segundo Piragine, são encabeçadas pelos petistas em Brasília: a descriminalização do aborto e a crimininalização da homofobia. O vídeo de Pirangine mostra, por exemplo, cenas nas quais um feto fica com o coração acelerado ao ser retirado do útero da mãe.

Pastor da Igreja Mundial de Jesus Cristo, Jonas Pereira afirmou, ontem, que os evangélicos precisam se mobilizar mais do que nunca ao longo desta semana. Ele disse integrar um conselho que coordena politicamente 300 pastores que precisam orientar os cristãos. "Sei que não fechamos questão sobre o assunto, porque uma igreja evangélica não pode falar pela outra, mas nós temos que nos juntar em defesa da vida (contra o aborto). E temos que votar em parlamentares que são contrários a esse tema. Não acho que seja errado pedir votos para aquilo que acreditamos. Se o pastor tem que ser 'apolítico', o presidente da República, que tem a máquina nas mãos, também deveria ficar neutro nas eleições", afirmou.

Jonas esteve no Diario acompanhado do pastor Airton Pena Forte, da Igreja Batista Viva de Jardim Atlântico. Os dois frisaram que não há nenhum adversário da oposição por trás desse movimento, mas admitiram fazer campanha para um deputado estadual do PSL, partido que integra a aliança de Eduardo Campos (PSB). "Veja bem, por um decreto, o presidente Lula decidiu apoiar as pessoas que querem mudar de sexo. Mas as mulheres que querem reduzir a mama por questões de saúde têm a maior dificuldade de conseguir isso pelo SUS", alfinetou.

Segundo Pena Forte, que também integra essa coordenação política de 300 pastores no estado, não foi suficiente Dilma Rousseff negar, por meio de nota publicada no site do PT, que se elegeria no primeiro mesmo que Cristo não quisesse. "Não fazemos parte do grupo que está repassando e-mails com esse conteúdo. Mas os evangélicos representam cerca de 30% da população brasileira e precisam de uma resposta clara da candidata. A frase atribuída a ela foi negada no site do PT, mas só quem é petista entra nesse site. Ela deveria falar isso publicamente, porque não sabemos se é verdade ou mentira", declarou.

Protagonista da polêmica que começou desde a quinta-feira passada e foi divulgada pelo Diario com exclusividade na sexta-feira, o presidente do Conselho de Pastores de Jaboatão dos Guararapes, Pedro Rodrigues dos Santos disse que os efeitos da carreata realizada no sábado passada pró-Família e contra o PT estão sendo sentidos. "Mais de 500 igrejas falaram no assunto no domingo. O nosso manifesto (contra o PT) virou moeda rara. Ele foi proibido de circular pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas as pessoas estão fazendo xerox e passando e-mails. E não podemos impedir isso. Não estamos mentindo. Publicamos aquilo que acreditamos", observou.

Que lição tirar?

ZUENIR VENTURA
Que lição tirar?

Se Dilma Rousseff for eleita presidente da República, como as pesquisas ainda indicam, muitas crenças sobre comportamento e tomada de decisão dos eleitores terão que ser reavaliadas. A primeira é se é possível saber o que leva alguém a escolher um candidato e de que é feita essa fidelidade — se é um processo exclusivamente emocional ou se a racionalidade tem também um peso na escolha. O que faz a nossa cabeça: imprensa, família, amigos ou um pouco de tudo? Ou, em vez disso, é o bolso, ou seja, o acesso ao consumo? Em matéria de entretenimento cultural — filmes, peças, livros, shows — parece que o boca-a-boca funciona mais do que a crítica impressa. Mas em meio às paixões de uma campanha eleitoral não é fácil entender a situação, mesmo quando se pretenda ser mais testemunha do que juiz e se persiga uma posição de equilíbrio e equidistância.

Aparentemente, a principal formadora de opinião de um país é a chamada mídia: jornais, revistas, TV, rádio, internet. Mas se é assim, como é que a candidata do PT mantém seu favoritismo, ainda que em queda, quando a maioria dos veículos está contra ela? E se não é assim, se a imprensa não tem todo esse poder de influenciar, por que Lula se revoltou tanto, desqualificando o seu papel? Quais são as razões pelas quais um líder esperto como ele, no auge da popularidade, capaz de transferir votos e eleger a sucessora, desnorteou-se na reta de chegada e iniciou uma desenfreada escalada de ataques? Por desconhecimento é que não foi. Uma das melhores explicações para a relação poder x imprensa, é dele: "Notícia é o que o governo quer esconder; o resto é propaganda."

Pode-se alegar que é da natureza de todos os governantes maldizer a mídia e tentar controlá-la quando são contrariados. Inclusive os mais liberais. Até o tolerante JK, que aboliu a censura logo após chegar à presidência ("Quero a imprensa desatada, mesmo para ser injusta comigo"), proibiu Carlos Lacerda de falar no rádio. O próprio FHC, também um democrata, saiu do governo queixando-se e insinuando que um ou outro jornal queria o seu impeachment. Lula talvez tenha sido o que mais xingou e foi xingado pelos jornais e revistas (é impressionante o ódio que desperta em algumas pessoas). O presidente cometeu a besteira de acusar a imprensa de golpista e recebeu a classificação, também injusta, de fascista, quando na verdade falou mais bobagem do que fez — até porque nessa matéria, quando pensou fazer, com o "controle social", a sociedade reagiu.

Não se sabe se alguma lição vai ser tirada dessas eleições. Especialistas em pesquisa disseram que o eleitor não gosta de tiroteio, de troca de acusações. Se isso é verdade, há o que aprender com essa campanha.
Publicado no Globo de hoje.

Análise do vírus lançado em instalações nucleares iranianas pode revelar país de origem do ataque

Especialistas encontraram uma palavra que faz referência bíblica e pode fazer parte de guerra psicológica

 
Apesar do ataque, nenhum dano grave foi causado às instalações
Apesar do ataque, nenhum dano grave foi causado às instalações

Engenheiros de Software passaram os últimos dias analisando o código por dentro do supervírus Stuxnet, que concentrou seus ataques em instalações industriais do Irã no último dia 26 de setembro. Encontraram uma palavra que pode revelar o país de origem dos ataques, segundo notícia do New York Times.
A fonte dos ataques, segundo os especialistas, pode ser Israel. Os engenheiros encontraram no código a palavra “Myrtus”, que pode ser uma alusão ao Livro de Ester.
Um pouco de história.
O livro, que faz parte do Velho Testamento da Bíblia, fala de uma mulher judia que se casa com o Rei da Pérsia, região onde hoje fica o Irã. O primeiro ministro persa não gostava de Ester, então planeja o assassinato de todos os judeus estabelecidos no Império. Um primo de Ester, Mordecai, acaba descobrindo o plano e o revela para o Rei, que manda matar o primeiro ministro e dá a permissão para que os judeus se defendam de qualquer ataque, o que eles acabam fazendo: matam 75 mil persas.
De volta à realidade.
O Stuxnet foi desenhado para atacar controladores Simatic S-7 da Siemens, usados em usinas nucleares, bases petrolíferas e usinas elétricas. Já havia sido encontrado na China, Índia e Indonésia, mas foi especialmente concentrado no Irã. Para especialistas consultados pelo jornal, o fato de o vírus conter a palavra que faz referência à Bíblia pode revelar não descuido ou uma referência vaga, mas uma ferramenta de guerra psicológica; uma maneira de dizer: “não cometam erros, estamos de olho em vocês”.
com informações do NYT

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Evangélicos centram fogo contra Dilma Rousseff


Os evangélicos endureceram o discurso contra o PT nesta reta final da campanha política. Dois dias depois de 12 pastores de Jaboatão dos Guararapes mobilizarem os fiéis e realizarem uma carreata pró-Família e contra o PT no município, vários protestantes do estado começaram a disseminar, nas igrejas e na internet, uma mensagem contra a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Nos cultos e na rede virtual, pastores de várias denominações pedem que os fiéis não votem em Dilma com o argumento de que, numa entrevista dada a um jornalista de Minas Gerais, a candidata teria dito "nem mesmo querendo, Cristo me tira esta vitória. As pesquisas comprovam o que estou dizendo. Vou ganhar no primeiro turno".

Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Pr
Uma cópia do e-mail que circula na rede chegou à redação do Diario ontem por meio de um pastor da Igreja Batista Renovada da UR-7 Várzea, mas vários religiosos falaram sobre o assunto nos cultos do fim de semana, dizendo-se "perplexos'. A versão é de que Dilma teria falado esta frase- vista como uma afronta a Jesus - a um jornalista mineiro, durante a inauguração de um comitê eleitoral. O jornal Estado de Minas, que faz parte do Grupo Diários Associados, informou que a versão contra a petista não procede. A candidata não teria dito aquela frase em comitê algum de Minas.

A assessoria de comunicação da presidenciável também publicou uma nota no site dilma13.com.br negando que a petista tivesse desafiado Jesus Cristo, como interpretam os evangélicos. Segundo a assessoria, a nota foi publicada assim que o boato se espalhou na rede, embora só tenha começado a circular com força em Pernambuco no último fim de semana. "Diante desse cenário de vitória, inúmeras mentiras em relação a Dilma têm sido inventadas e espalhadas na internet. A baixaria mais recente diz respeito a um e-mail que atribui a ela uma falsa declaração. Dilma jamais disse isso. E nunca reconheceu uma vitória antecipadamente. Ao contrário, ela tem dito que pesquisa não ganha eleição, que eleição se ganha na rua", explica a campanha petista.

Segundo a nota, os adversários de Dilma estão tentando repetir "a campanha do medo" feita contra Lula em 2002. "Já vimos esse filme em outras eleições e, como bem definiu o presidente Lula naquele ano, a esperança venceu o medo. E vai ser assim novamente, com a eleição de Dilma presidente", diz o texto do site. "Não se deixe enganar", acrescenta, encerrando o assunto.

Youtube - O boato contra Dilma também está sendo veiculado em vários vídeos no Youtube e em comunidades de igrejas evangélicas no orkut. A reportagem assistiu às gravações com o maior número de visitas virtuais, mas não encontrou nenhuma declaração da petista dizendo que venceria até contra a vontade de Cristo. Os títulos dos vídeos no Youtube chamam para o assunto, porém o conteúdo não prova a citada entrevista. Quase todos mostram a posição de Dilma favorável às mulheres que desejam fazer o aborto e exibe seu compromisso de garantir o apoio do SUS a essas pessoas. Alguns dos vídeos fazem edições mal intencionadas, mostrando umtrecho de um discurso de Dilma onde ela diz que "ficou presa três anos", mas sem revelar que a prisão teria sido na época da Ditadura Militar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O eleitorado traído

Não sei se ainda está no ar, mas outro dia ouvi uma propaganda de rádio da campanha de Dilma Rousseff que bem poderia ser o ponto de partida de um discurso, digamos, liberal.
Liberal? Posso imaginar o tamanho da surpresa de leitores e leitoras.
Expliquemos: a propaganda, no rádio, trazia o depoimento de um eleitor de Brasília que declarava voto em Dilma porque estava muito feliz com sua vida, com seu progresso nos últimos anos. Contava, então, que havia conseguido montar sua empresa - uma panificadora em Brasília - e que agora podia "pagar um plano de saúde para a filha".
Temos, portanto, um pequeno empreendedor, iniciativa privada. E um cidadão que, ganhando um pouco mais, logo tomou a providência de comprar um plano de saúde privado, para escapar do serviço público de saúde.
Poderia perfeitamente sair daí um programa liberal. Sabe-se que a alma da economia de mercado está exatamente na capacidade empreendedora das pessoas. Sabe-se também que abrir uma empresa no Brasil não é coisa simples nem barata.
Na pesquisa do Banco Mundial Fazendo Negócios, que avalia se o ambiente de negócios é hostil ou amigável ao empreendedor privado, o Brasil obtém uma classificação miserável. Vai lá para o fim da tabela e consegue ser o pior em alguns quesitos, como no caso do sistema tributário.
Não se trata nem da (elevada) carga tributária. Trata-se de quanto tempo, quanto dinheiro e quanta energia uma empresa gasta para manter em dia suas obrigações com o Fisco.
Ora, apresentando aquele depoimento, a candidata poderia derivar daí um programa de reformas institucionais de modo a facilitar a vida de quem faz negócios honestamente neste país. Entre essas reformas estariam, certamente, a da legislação trabalhista, de modo a tornar a contratação mais flexível e menos cara.
Mas os eleitores não viram nada disso na propaganda de Dilma.
Por outro lado, a satisfação do eleitor com a compra de um plano de saúde poderia ser a dica para um programa que estimulasse o setor privado de saúde, que, aliás, foi bastante cerceado no governo Lula.
Em vez disso, porém, a candidata está prometendo mais dinheiro para o Sistema Único de Saúde (SUS), setor público. E não poucas vezes seu padrinho, o presidente Lula, diz que o governo continua precisando da CPMF.
Por que, então, os marqueteiros colocaram aquele depoimento do pequeno empreendedor brasiliense? Só para ilustração, para agradar pela emoção.
E toda uma parte do eleitorado fica de fora. Por toda a sociedade se encontram pessoas querendo tomar conta de suas vidas, montar seus negócios, tocar sua profissão livremente, escolher e pagar seus planos de saúde, colocar os filhos numa escola particular boa, investir em ações, comprar planos de previdência privada. Essas pessoas não estão representadas no quadro político.
Também não aparecem como personagens na campanha do principal opositor, José Serra. Às vezes surge alguma coisa na fala de Marina Silva.
Serra, por exemplo, faz apostas amplas em programas que exigem pesado aumento do gasto público, a começar pela promessa de aumentar para R$ 600 o salário mínimo (e as pensões) e conceder 10% para as aposentadorias acima do mínimo.
Sabem qual o impacto disso no orçamento da Previdência no ano que vem? Nada menos do que R$ 47 bilhões. Isso equivale a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto e praticamente dobra o déficit da Previdência previsto para este ano.
Nem uma palavra sobre como administrar esse déficit.
E entretanto, todo mundo, pensando seriamente por um minuto que seja, sabe que os brasileiros pagam impostos absurdos e que a Previdência, incluindo aqui o INSS e a pública, precisa de uma reforma.
Alguém ouviu alguma ideia dos candidatos mais fortes sobre esses temas? Eles falam em aumento do gasto público, mas ninguém diz, por exemplo, que vai aumentar impostos para financiar essas despesas. Porque, sem aumento de impostos, os programas prometidos simplesmente não fecham a conta. Ah, sim, falam em reforma tributária, mas sem dizer se é para reduzir ou aumentar impostos.
A campanha de Marina é a que avança mais corretamente nesses temas. Sua proposta de fixar uma meta de redução da dívida pública ataca o coração do problema econômico brasileiro de hoje. A redução da dívida abriria espaço para uma redução dos juros, com os enormes efeitos positivos disso. Pena que esse tema aparece, assim, en passant.
No geral, aceita-se por aqui que campanha é uma coisa e governo é outra. De certo modo, é um pouco assim no mundo todo. (Campanha é poesia, governo é prosa, li em algum lugar.) Mas é só um pouco assim.
Nos Estados Unidos, por exemplo, Obama disse, debaixo de uma saraivada de críticas, que ia aumentar o imposto das famílias que ganham mais de US$ 250 mil ao ano - e é justamente o que está fazendo.
Já na França, o presidente Sarkozy não disse que ia aumentar a idade mínima de aposentadoria. Quando precisou fazer isso, o eleitorado reagiu, com razão.
Aqui, o presidente Lula, na sua primeira eleição, não disse que ia fazer reforma previdenciária, mas fez. Por necessidade do momento, apresentou e aprovou um projeto de reforma da aposentadoria dos servidores públicos. Mas, para entrar em vigor, a mudança dependia de legislação complementar. Antes que esta fosse votada a situação econômica melhorou, a receita do governo aumentou e o presidente Lula simplesmente mandou arquivar o tema.
Mas para o Brasil organizar as finanças públicas e crescer de modo mais vigoroso as reformas continuam sendo necessárias. E serão cruciais se o ambiente econômico piorar um pouco que seja.
E aí o eleitorado será traído. De certo modo, sempre é.
JORNALISTA SITE: WWW.SARDENBERG.COM.BR E-MAIL: SARDENBERG@CBN.COM.BR / CARLOS.SARDENBERG@TVGLOBO.COM.BR

Nordeste sustenta a chance de Dilma se eleger domingo

Arko Advice

A análise da divisão regional do voto nas eleições presidenciais aponta que a possibilidade de Dilma Rousseff (PT) se eleger no primeiro turno se sustenta por conta da vantagem que a candidata do presidente Lula desfruta no Nordeste. No Sudeste e Sul, a soma das intenções de voto de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) são iguais ou superiores a de Dilma. E no Centro-Oeste, a candidata do presidente Lula tem uma vantagem de 2%, índice dentro da margem de erro admitida pelos institutos.
No Sudeste, comparando as médias das últimas duas pesquisas realizadas pelo Datafolha e Ibope, Dilma caiu de 47% para 44,5%, Serra subiu de 26,5% para 30% e Marina cresceu 5,5 pontos percentuais (9% para 14,5%). Hoje, a soma dos índices de Serra e Marina é igual a 44,5%, mesmo índice de Dilma.
Na Sul, Dilma oscilou positivamente um ponto percentual (42% para 43,5%) e Serra de 34,5% para 35%. Marina também oscilou positivamente (9,5% para 11,5%). Hoje, a soma dos percentuais de Serra é Marina é igual a 46,5% (Dilma tem 44,5%).
O Nordeste é a região onde os percentuais de Dilma Rousseff indicam vitória no primeiro turno. Levando-se em conta as médias das pesquisas Datafolha e Ibope, Dilma oscilou negativamente de 65,5% para 63,5%. Serra cresceu três pontos (17% para 20%) e Marina passou de 7% para 8,5%. Hoje, a soma dos percentuais de Serra e Marina totaliza 28,5% contra 63,5% de Dilma.
o Norte/Centro-Oeste, a candidata do presidente Lula oscilou negativamente de 47,5% para 47% e Serra de 29% para 30,5%. Já Marina passou de 13% para 14,5%. Hoje, a soma de Serra e Marina é igual a 45% contra 47% de Dilma.