quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Dilma Rousseff diz ter compromisso com crescimento sustentável
Dilma Rousseff se reuniu com deputados, senadores e governadores eleitos no primeiro turno.
Eles foram escalados para ajudar na campanha para presidente. Vão pedir votos para a candidata nos estados.
Eles foram escalados para ajudar na campanha para presidente. Vão pedir votos para a candidata nos estados.
Foi um dia inteiro de reuniões, telefonemas. Os aliados avaliaram o resultado da votação de domingo.
Durante entrevista coletiva, Dilma explicou por que a disputa ficou para o segundo turno.
“Os votos não foram suficientes. Faltou 3% dos votos. Isso a gente tem que ter humildade para reconhecer. Segundo: a candidata Marina fez campanha qualificada e uma parte dos votos, ela capturou e tirou do meu adversário também”, avalia a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff.
Dilma Rousseff disse que telefonou para Marina Silva, candidata do PV, para dar os parabéns pelo resultado das eleições. E que não pediu apoio, por enquanto: “Dou muito valor ao apoio da Marina. Isso não significa necessariamente que a Marina deva me apoiar. Eu respeito a Marina como militante política e acredito que temos mais proximidades do que diferenças”.
Após reunião com Lula, governadores dizem que vão às ruas por Dilma
Eduardo Campos (PSB-PE) afirmou que Marina tem mais afinidade com PT.
Deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que se dedicará '100%' à campanha.
Nathalia Passarinho e Fábio Tito Do G1, em Brasília
Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta terça (5) no Palácio da Alvorada, governadores e parlamentares eleitos da base aliada disseram nesta terça-feira (5) que vão às ruas fazer campanha para eleger a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A petista disputará o segundo turno contra José Serra (PSDB).
Participaram da reunião com Lula, governadores de dez estados, além de parlamentares eleitos e ministros do governo, entre os quais o de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e de Planejamento, Paulo Bernardo.
Em nome dos 10 governadores presentes ao encontro com Lula, Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, disse que os candidatos eleitos que apoiam o governo vão se dedicar a atividades políticas nos estados para promover Dilma.
“Nós vamos participar das atividades, vamos colocar a campanha na rua, vamos andar, vamos colocar a nossa militância, nossos candidatos que ganharam, que perderam, para fazer atividade política, para levar o debate político, mostrar os dois projetos em discussão”, afirmou.
Campos disse que há amplo potencial de crescimento da petista nos estados. “A avaliação feita pelos governadores eleitos e senadores é de que nos estados tem um potencial de crescimento. Já tem pesquisas mostrando crescimento. Dilma vai ter mais votos nos estados.”
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a campanha de Dilma estuda formas de aproximação com Marina Silva, que se candidatou à Presidência pelo PV e obteve quase 20% dos votos no primeiro turno.
“A coordenação de campanha está pensando estratégias de conversa com a Marina. Tenho certeza de que faremos um grande diálogo com os eleitores da Marina e dos demais candidatos”, disse. Ele não descartou que Lula possa entrar diretamente em contato com a senadora se achar conveniente.
Campos também comentou sobre a necessidade de conquistar os eleitores que votaram em Marina. Para o governador, ela tem mais afinidade com o PT do que com o PSDB.
“O Brasil demonstrou que quer uma mulher presidente. Cerca de 70% dos brasileiros já votaram nas mulheres, nesse campo de valores que representa Dilma e Marina. O eleitorado da Marina tem muito mais identidade com a nossa história”, afirmou. Campos afirmou que o governo vai procurar Marina e os eleitores dela para discutir propostas.
O governador fez uma "mea culpa" em nome da base aliada pelo fato de a candidata petista não ter obtido vitória no primeiro turno, possibilidade apontada por pesquisas de intenção de voto realizadas antes da eleição de domingo (3). No entanto, ele acusou a oposição de promover uma campanha “fascista” contra Dilma, o que também prejudicou, segundo ele, uma eventual eleição imediata da petista.
“Todas as vezes que a gente estuda e vai fazer uma prova a gente quer tirar dez. Quando a gente tira nove, a gente estuda para na próxima vez tirar dez. O que há de fundamental nisso é que eu acho que muitos eleitores começaram a conhecer a ministra Dilma a partir do início da campanha. Nos últimos dez dias, podem ter acontecido erros nossos também. Temos que ter humildade de, quando errar, reconhecer. Nós fomos vítimas de uma campanha que lembra o século 19, de calúnias. Isso tudo fez com que o eleitorado que já estava nos apoiando desse um passo atrás”, disse.
Lula com aliados eleitos no Palácio da Alvorada
(Foto: Fabio Tito / G1)
(Foto: Fabio Tito / G1)
Com relação à participação de Lula na reta final de campanha, Campos afirmou que o presidente vai se dedicar como fez no primeiro turno.
“A participação do presidente no segundo turno se dará na mesma proporção que no primeiro turno. O presidente tem suas atividades e vai fazer comícios nos finais de semana, de noite, feriados”, disse. “Esperamos Lula no segundo turno. Um Lula muito paz e amor e vitória”, afirmou.
O governador reeleito Cid Gomes (PSB) falou sobre a possíbilidade de o presidente Lula pedir licença do cargo para atuar mais ainda na campanha de Dilma Rousseff.
"A liderança que ele [Lula] tem pode ampliar ainda mais a maioria que a Dilma já teve, mas ele vai fazer isso sem tirar licença. Ele vai fazer campanha, vai trabalhar, mas sem tirar licença", disse o governador.
Cabo eleitoral
Ao sair da reunião, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que se dedicaria “100%” à campanha de Dilma. “Serei cabo eleitoral”, afirmou.
Ele disse que atuará, principalmente, no Ceará, mas que estará disponível para atividades políticas em todo o país.
Ciro Gomes disse acreditar que Marina Silva permanecerá neutra no segundo turno das eleições.
"Eu dou um palpite, sem nada a ver com a coordenação da Dilma: eu acho que a Marina vai se afirmar neutra, porque ela é muito digna. Ela não vai apoiar uma aliança PSDB-DEM, a Marina tem história, vamos devagar com o andor. Agora, ela também está preocupada, com muita razão, com as concessões que o PT andou fazendo", declarou Ciro Gomes.
Sobre o adversário de Dilma, ele disse: "Todo mundo sabe que o Serra é do mal, e eu mais do que ninguém".
Jaques Wagner entra na luta por Dilma Rousseff
Foto: Andréa Farias
“Não podemos perder tempo”, declarou Wagner
Alexandre Lyrio | Redação CORREIO
alexandre.lyrio@redebahia.com.br
Antes de ter confirmada sua reeleição no domingo, Jaques Wagner estava tão confiante que havia programado uma semana inteira de descanso ao lado da primeira-dama, Fátima Mendonça. Ontem, porém, o governador teve que trocar a segunda lua de mel por um mês inteiro de corpo a corpo com Dilma Rousseff (PT), que vai disputar o segundo turno da eleição presidencial com José Serra (PSDB). Wagner promete entrar com tudo na campanha em prol da eleição da ex-ministra. “Mandei suspender a folga. Não podemos perder tempo”.
O governador seguiu ontem mesmo para Brasília, onde se reuniria com o presidente Lula e depois procuraria a coordenação nacional da campanha da candidata do PT. “Vou me colocar à disposição de Dilma. Quero trabalhar muito para a sua vitória”. Quanto aos 20 milhões de votos destinados à candidata do PV, Marina Silva, Wagner aposta que a maioria será transferida para a candidata do PT. “Como disse a própria Marina, ninguém é dono desses votos para o segundo turno. Esses votos são do povo. Mas creio que a bandeira, a postura de Marina, está muito mais alinhada com a gente do que com o candidato do PSDB. Portanto, acho que os votos dela estão mais próximos da gente do que de Serra. Há uma história do PV alinhada com a do PT. E ainda tem a questão de gênero. Dilma e Marina são mulheres”.
Ontem, Wagner acordou cedo para dar entrevista ao vivo no programa Bom Dia Brasil, da Globo. Responderia pela primeira vez, após reeleito, sobre o maior calo de sua administração: a segurança pública. Antes de ir para Brasília, muitas outras entrevistas. Em todas, Wagner estava sorridente e bem-humorado. O bom humor de quem teve uma vitória expressiva, com 3 milhões de votos de frente. Mas não só isso. Wagner viu serem eleitos 22 deputados federais das suas coligações e 44 deputados estaduais alinhados com seu projeto, além de senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata.
Não por acaso, tudo era motivo de graça. Pouco antes de entrar no ar no programa Bahia Meio Dia, da TV Bahia, caprichou na maquiagem e no penteado. “É um making-off o que essa menina está fotografando?”, brincou com a fotógrafa do CORREIO, depois de arrumar os grisalhos. Seguiu, então, para as TVs Record e Aratu. Por onde passou, garantiu que não mexeria agora no seu secretariado. “Não quero pensar nisso agora. Tô mais preocupado com Dilma”. Mas deixou claro que, se ocorrerem, as mudanças nas pastas serão mínimas. “Não é um novo governador eleito. É o mesmo governador reeleito. Não há uma nova orientação. O foco é o mesmo”, disse Wagner. “Alterações sempre ocorrem, óbvio, mas isso independe da reeleição”, observou.
alexandre.lyrio@redebahia.com.br
Antes de ter confirmada sua reeleição no domingo, Jaques Wagner estava tão confiante que havia programado uma semana inteira de descanso ao lado da primeira-dama, Fátima Mendonça. Ontem, porém, o governador teve que trocar a segunda lua de mel por um mês inteiro de corpo a corpo com Dilma Rousseff (PT), que vai disputar o segundo turno da eleição presidencial com José Serra (PSDB). Wagner promete entrar com tudo na campanha em prol da eleição da ex-ministra. “Mandei suspender a folga. Não podemos perder tempo”.
O governador seguiu ontem mesmo para Brasília, onde se reuniria com o presidente Lula e depois procuraria a coordenação nacional da campanha da candidata do PT. “Vou me colocar à disposição de Dilma. Quero trabalhar muito para a sua vitória”. Quanto aos 20 milhões de votos destinados à candidata do PV, Marina Silva, Wagner aposta que a maioria será transferida para a candidata do PT. “Como disse a própria Marina, ninguém é dono desses votos para o segundo turno. Esses votos são do povo. Mas creio que a bandeira, a postura de Marina, está muito mais alinhada com a gente do que com o candidato do PSDB. Portanto, acho que os votos dela estão mais próximos da gente do que de Serra. Há uma história do PV alinhada com a do PT. E ainda tem a questão de gênero. Dilma e Marina são mulheres”.
Ontem, Wagner acordou cedo para dar entrevista ao vivo no programa Bom Dia Brasil, da Globo. Responderia pela primeira vez, após reeleito, sobre o maior calo de sua administração: a segurança pública. Antes de ir para Brasília, muitas outras entrevistas. Em todas, Wagner estava sorridente e bem-humorado. O bom humor de quem teve uma vitória expressiva, com 3 milhões de votos de frente. Mas não só isso. Wagner viu serem eleitos 22 deputados federais das suas coligações e 44 deputados estaduais alinhados com seu projeto, além de senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata.
Não por acaso, tudo era motivo de graça. Pouco antes de entrar no ar no programa Bahia Meio Dia, da TV Bahia, caprichou na maquiagem e no penteado. “É um making-off o que essa menina está fotografando?”, brincou com a fotógrafa do CORREIO, depois de arrumar os grisalhos. Seguiu, então, para as TVs Record e Aratu. Por onde passou, garantiu que não mexeria agora no seu secretariado. “Não quero pensar nisso agora. Tô mais preocupado com Dilma”. Mas deixou claro que, se ocorrerem, as mudanças nas pastas serão mínimas. “Não é um novo governador eleito. É o mesmo governador reeleito. Não há uma nova orientação. O foco é o mesmo”, disse Wagner. “Alterações sempre ocorrem, óbvio, mas isso independe da reeleição”, observou.
Assinar:
Postagens (Atom)