terça-feira, 5 de outubro de 2010
Lula e governadores mandam Dilma ir logo atrás do eleitor de Marina
por Rodrigo Alvares
Seção: Eleições
05.outubro.2010 12:38:25
Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília
Diante da incerteza de apoio da senadora Marina Silva (PV) no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seis governadores aliados avaliaram hoje que a campanha da petista Dilma Rousseff deve ir atrás, logo, do eleitorado da ex-candidata. Em reunião pela manhã no Palácio da Alvorada, o grupo deixou claro que vai orientar, ao mesmo tempo, os aliados que têm boa relação com Marina a intensificar as conversas com a senadora, reconhecida como figura importante no jogo sucessório. “A campanha tem de dialogar com o eleitor dela”, afirmou o senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), um dos participantes do encontro. “Todos que conhecerem a Marina precisam procurá-la, a própria Dilma tem bom contato com ela.”

Grupo avalia que a campanha de Dilma não pode ficar refém de temas religiosos. Foto: Celso Junior
Renato Casagrande relatou que o grupo avalia que a campanha de Dilma não pode ficar refém de temas religiosos, como a discussão sobre o aborto. A candidata, segundo o senador, deve reafirmar sempre sua posição sobre o assunto, mas tem de centrar no projeto político do presidente Lula. No primeiro turno das eleições, Dilma se reuniu com representantes de igrejas evangélicas para dizer que era contra ao debate sobre o plebiscito para liberar a interrupção da gravidez. “É preciso deixar claro que a disputa é de projeto político”, afirmou Casagrande. “Dilma não pode ficar presa a um tema religioso, ela tem de tocar a vida.”
Lula não tem “perspectiva” de se afastar do governo para entrar de corpo e alma na campanha, como sugerem aliados como o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). A tendência é o presidente continuar suas viagens pelo País, inaugurando obras e participando de comícios de aliados, com ou sem a presença de Dilma. Renato Casagrande relatou que Lula está “muito” animado e voltou a pediu empenho dos aliados na campanha. “O presidente e o grupo avaliam que Dilma tem que aproveitar a oportunidade para apresentar o seu projeto político”, disse o senador. “É preciso ir para as ruas.”
Também participaram do encontro no Alvorada o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, os governadores reeleitos Omar Aziz (Amazonas), Cid Gomes (Ceará), Marcelo Déda (Sergipe) e Eduardo Campos (Pernambuco). Ainda estiveram no palácio os deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Armando Monteiro (PTB-PE) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), os senadores Paulo Paim (PT-RS), Edison Lobão (PMDB-MA), Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (RO), Delcídio Amaral (PT-MS) e Cristovam Buarque (PDT-DF).
Ontem, após se reunir com Dilma, em Brasília, o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista que a campanha petista tinha de buscar o eleitorado de Marina e reforçar as semelhanças dos projetos do PV. “As trilas e caminhos da Marina estão muitos mais próximos das trilhas (Dilma) do que dos do outro candidato”, avaliou o governador, referindo-se ao adversário tucano José Serra.
Estados Unidos creem em melhor diálogo pós-Lula
AE - Agência Estado
Embora considere um eventual governo de José Serra (PSDB) mais propenso a um diálogo fluído entre Brasil e Estados Unidos, o Departamento de Estado norte-americano acredita que será possível trabalhar tanto com o tucano quanto com a petista Dilma Rousseff em melhores condições que as registradas nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo um alto funcionário do governo norte-americano, o Brasil não pode mais ser comparado a outros países da América Latina, nos quais cabe exclusivamente ao "mandatário" definir o tom e o conteúdo das relações com Washington.
"A relação Brasil-EUA é suficientemente madura, intensa e abrangente para ser redefinida pelo novo presidente, seja quem for o vencedor do segundo turno", afirmou. "De fato, Lula estragou um pouco a relação. Mas também fez coisas boas com os EUA, como no caso do Haiti, que é uma questão pendente e com muitos problemas para serem ainda resolvidos com base na cooperação dos dois países."
Na avaliação corrente em Washington, o primeiro turno deu apenas uma pequena chance para José Serra aproveitar em um período de tempo muito curto. Segundo Peter Hakim, brasilianista e presidente honorário do Inter-American Dialogue, um dos principais think-tanks dos EUA, Serra precisará desenvolver um novo discurso e uma lista de propostas originais e convincentes para vencer a candidata do presidente Lula.
"Serra tem chance minúscula. Ele tem de colher virtualmente todos os votos dados a Marina Silva (candidata do PV). Não será fácil para fazer isso, especialmente se ele não mostrar uma razão pela qual as pessoas devam votar nele em vez de votar em Dilma Rousseff", afirmou. "Mesmo que eu concorde que Serra é o melhor e mais bem preparado candidato, ele não tem um programa", completou Hakim.
As apostas de analistas e do governo norte-americano ainda são fortes na vitória de Dilma Rousseff. O Departamento de Estado estuda há meses essa possibilidade, mantendo sempre a convicção de que nenhuma mudança sensível ocorreria na política externa em caso de vitória do PT. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Uma dura lição para o PT
Aldo Fornazieri - O Estado de S.Paulo
Como o processo eleitoral ainda não terminou, o resultado do primeiro turno permite afirmar que o PT saiu dele com uma derrota relativa: não alcançou seu principal objetivo, que era o de eleger Dilma Rousseff sem a necessidade de um segundo turno. De quebra, a oposição saiu fortalecida nas disputas estaduais, com quatro governadores eleitos pelo PSDB e dois pelo DEM. O PSDB manteve os seus dois principais baluartes: São Paulo e Minas Gerais; e o DEM não foi extirpado da política brasileira. A conquista do Paraná foi contrabalançada pela perda do Rio Grande do Sul.
O novo fracasso do PT nos dois principais colégios eleitorais do País revela duas coisas: em Minas houve um enorme erro de estratégia com o não lançamento de uma candidatura própria. Em São Paulo o PT precisa mudar de rumos e apostar em novas lideranças. Com a vitória de Tarso Genro no primeiro turno, o eixo de poder no PT passa por fora do Sudeste.
O resultado final em 18 Estados, com 4 governadores do PMDB, 4 do PT, 3 do PSB e um do PMN, mostra um quadro de equilíbrio entre governo e oposição, o que é salutar para a democracia, já que impede um hegemonismo desequilibrador de uma sigla. A oposição fugiu do apocalipse que se anunciava, é verdade. Mas terá de se reconstruir, pois PSDB e DEM são partidos fragmentos, sem base social e sem eixos programáticos claros, capazes de lhes conferir identidade e sentido.
Marina Silva foi a grande vencedora do primeiro turno. Ganha força para negociar uma agenda com um dos candidatos - Dilma ou José Serra. Um purismo olímpico de Marina neste momento representaria um não dar consequência à sua expressiva votação.
Serra vai para o segundo turno não por méritos próprios, mas graças ao desempenho de Marina. O que ele ganhou é uma oportunidade de se reabilitar, de reconstruir sua credibilidade, de apresentar uma agenda para o Brasil, pois a sua campanha no primeiro turno foi sofrível, errática e sem foco. O segundo turno, de qualquer forma, recoloca em cena aquilo que se previa no início do processo eleitoral: uma campanha dura e polarizada entre Dilma e Serra. Naquele momento se esperava até mesmo que Serra pudesse chegar à frente de Dilma no primeiro turno.
Dilma fez uma campanha centrada nas realizações do governo, mas também deficitária em termos de agenda futura. O que mais pesou para o seu recuo na reta final, e a ascensão de Marina, foram a tradicional arrogância petista, ancorada numa sede desmedida de poder, e a insistência em não aprender com os erros do passado. Três erros graves da campanha governista determinaram o segundo turno.
O primeiro erro foi o escândalo envolvendo Erenice Guerra. Alegar desconhecimento do tráfico de influência na Casa Civil é absolutamente insustentável, pois o governo dispõe da Abin, da Política Federal e de outros órgãos de controle interno para saber o que se passa no alto escalão governamental e no seu entorno. O que o episódio Erenice demonstra é que o PT e o governo abandonaram os cuidados necessários com o tema da moralidade pública, acreditando que o poder é uma espécie de salvo-conduto para práticas antirrepublicanas. Na verdade, desde que chegou ao poder, o PT foi enfraquecendo sua vértebra republicana, caminhando para a vala comum dos outros partidos nesse quesito. Não é raro ouvir de militantes petistas a tese de que sem essas práticas não se governa. O que a evidência tem demonstrado é que a assimilação dessas teses e dessas práticas representa muito mais risco do que benefício político, além de uma descaracterização em termos de valores republicanos.
O segundo erro, na reta final da campanha, consistiu em morder a isca, pisar na casca de banana jogada pelos adversários. Os petistas - presidente Lula à frente - passaram a atacar a imprensa, abrindo o flanco para que proliferassem acusações de antidemocratismo e para que se publicassem manifestos em defesa da liberdade de expressão, reanimando o medo que é tônica nas campanhas desde 1989, quando Lula chegou perto da vitória. O próprio presidente parece ter-se esquecido de que o que ganha votos são mensagens positivas, simplicidade e um estilo "Lulinha paz e amor".
O terceiro erro foi em torno do polêmico tema do aborto. Inicialmente, documentos do PT o declararam a favor do aborto. Dilma manteve uma posição ambígua sobre o assunto até que, na véspera das eleições, no contexto de perda de votos por causa das dúvidas sobre sua posição, ela se manifestou contra o aborto. Mas já era tarde. Aqui também há uma falta de aprendizado com a História. Temas morais, altamente sensíveis para a maioria das pessoas comuns, merecem todo o cuidado no trato dispensado por candidatos majoritários. Um presidente da República deve ser o símbolo da unidade da Nação. Os temas morais polêmicos devem ficar no âmbito do Legislativo.
Dilma e Serra precisam extrair uma bela lição da campanha de Marina. Não são apenas cimento, ferro, estradas e obras que rendem votos. O "eu fiz" ou "fiz mais" também não resolve tudo. Uma campanha para a Presidência precisa irradiar valores vinculantes, uma perspectiva de civilização. Os dois candidatos mais votados pouco falaram de valores.
Uma eleição presidencial é também uma promessa de futuro, uma visão de destino que a sociedade quer e precisa se dar. O futuro não se define apenas no factível em termos de obras, mas também na regulação social pelo metro dos valores. A política é um dos fatores sociais nos quais os indivíduos querem encontrar uma razão de vida. A política é a atividade que consegue configurar de forma mais abrangente um sentido de pertencimento a uma comunidade de destino. Uma disputa presidencial apartada de valores e de sentido civilizador perde a sua razão principal de ser.
DIRETOR ACADÊMICO DA FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO (FESPSP)
PV começa hoje a discutir posição para segundo turno
A cúpula do PV se reúne hoje à tarde com a candidata derrotada à Presidência da República, Marina Silva, para começar a discutir a posição do partido para o segundo turno e também debater propostas programáticas que podem ser negociadas com os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para um possível acordo.
Apesar do assédio de tucanos e petistas, os verdes dizem que não têm pressa para definir que rumo vão tomar a partir de agora. 'Quem tem pressa são eles. E eles vão ter de assumir as nossas teses', disse o presidente do PV do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis. Oficialmente, Marina não terá agenda hoje. O local do encontro das lideranças não foi divulgado.
O discurso oficial dentro do partido é de que os interessados no apoio do PV terão de encampar a bandeira da sustentabilidade e que ninguém em nome do partido está autorizado a declarar apoio a Dilma ou a Serra. 'O partido está coeso em torno de um processo. A posição não pode ser de uma pessoa só', afirmou Maurício Brusadin, presidente do PV paulista.
O 'processo' incluirá reuniões entre a executiva do partido, consulta aos eleitores e simpatizantes da candidatura que já vêm se manifestando no site www.movmarina.com.br - em menos de 24 horas o fórum criado no site já reuniu mais de cinco mil opiniões.
A expectativa é de que amanhã o PV divulgue a data de sua convenção para ouvir a militância e, em 15 dias, tenha uma posição sacramentada. 'O partido vai para uma convenção porque isso legitimará qualquer posição', defendeu o candidato derrotado do partido ao governo de São Paulo, Fábio Feldmann. 'Quanto mais transparente (for o processo), melhor será para explicar para a sociedade', completou.
Euforia
Nos bastidores do PV o clima é de euforia com os quase 20 milhões de votos. 'Cravamos a posição de terceira força política, (fato) que nos permite sonhar com a Presidência da República', comemorou Brusadin ontem, após a entrevista coletiva de Marina Silva no antigo comitê de campanha de Fábio Feldmann, na zona oeste de São Paulo. 'O PV de 3 de outubro é outro', afirmou Feldmann.
Em nome da expressiva votação, o partido quer discutir exaustivamente o assunto para não correr o risco de perder o capital político conquistado nas urnas. 'Há uma enorme responsabilidade no trato deste volume de apoio recebido e essa responsabilidade tem de ter como principal foco a nossa diretriz, a nossa visão de futuro', comentou João Paulo Capobianco, coordenador-geral da campanha do PV à Presidência.
Apesar do assédio de tucanos e petistas, os verdes dizem que não têm pressa para definir que rumo vão tomar a partir de agora. 'Quem tem pressa são eles. E eles vão ter de assumir as nossas teses', disse o presidente do PV do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis. Oficialmente, Marina não terá agenda hoje. O local do encontro das lideranças não foi divulgado.
O discurso oficial dentro do partido é de que os interessados no apoio do PV terão de encampar a bandeira da sustentabilidade e que ninguém em nome do partido está autorizado a declarar apoio a Dilma ou a Serra. 'O partido está coeso em torno de um processo. A posição não pode ser de uma pessoa só', afirmou Maurício Brusadin, presidente do PV paulista.
O 'processo' incluirá reuniões entre a executiva do partido, consulta aos eleitores e simpatizantes da candidatura que já vêm se manifestando no site www.movmarina.com.br - em menos de 24 horas o fórum criado no site já reuniu mais de cinco mil opiniões.
A expectativa é de que amanhã o PV divulgue a data de sua convenção para ouvir a militância e, em 15 dias, tenha uma posição sacramentada. 'O partido vai para uma convenção porque isso legitimará qualquer posição', defendeu o candidato derrotado do partido ao governo de São Paulo, Fábio Feldmann. 'Quanto mais transparente (for o processo), melhor será para explicar para a sociedade', completou.
Euforia
Nos bastidores do PV o clima é de euforia com os quase 20 milhões de votos. 'Cravamos a posição de terceira força política, (fato) que nos permite sonhar com a Presidência da República', comemorou Brusadin ontem, após a entrevista coletiva de Marina Silva no antigo comitê de campanha de Fábio Feldmann, na zona oeste de São Paulo. 'O PV de 3 de outubro é outro', afirmou Feldmann.
Em nome da expressiva votação, o partido quer discutir exaustivamente o assunto para não correr o risco de perder o capital político conquistado nas urnas. 'Há uma enorme responsabilidade no trato deste volume de apoio recebido e essa responsabilidade tem de ter como principal foco a nossa diretriz, a nossa visão de futuro', comentou João Paulo Capobianco, coordenador-geral da campanha do PV à Presidência.
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Edir Macedo defende petista e vê 'jogo do diabo'
Texto em que chefe da Igreja Universal nega que Dilma tenha dito que nem Cristo lhe tiraria a vitória vai para campanha
30 de setembro de 2010 | 0h 00
Uma carta em que bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), classifica de "jogo do diabo" e "mentira" afirmação difundida contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, virou uma das principais armas do comando de campanha da petista para tentar manter sua vantagem nas pesquisas. Divulgada no blog de Macedo e viralizada por seu perfil no Twitter, a mensagem desmente que a candidata tenha dito que "nem mesmo Cristo, querendo" lhe tiraria a vitória.
Adversário do PT nos anos 80, Macedo chega a afirmar agora que Jesus não precisa "de advogados, nem de assessores de comunicação" e pede que os fiéis pensem e votem de forma "consciente e responsável". O PT divulgou ontem o post "Dilma é vítima de mentiras espalhadas pela internet" no site Dilma na web e ativistas passaram a replicá-la em redes sociais.
"Recebi recentemente um e-mail, destes que em princípio parecem ter o nobre intuito de nos alertar para algo grave", diz Macedo, no texto ilustrado com uma foto de Dilma no debate da Record - rede de TV controlada pela IURD. "A mensagem dizia que a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff teria afirmado: "Nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória". O spam, com texto pobre, dizia: "Após a inauguração de um comitê em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local..." Como as informações eram muito vagas (um comitê em Minas; um jornalista local), saí em busca de algo mais consistente, como um vídeo da suposta declaração ou ao menos uma gravação em áudio, mas não encontrei nada. Assim, tive certeza que se tratava de mais uma mentira."
Macedo adverte que "pessoas mal-intencionadas têm procurado confundir muitos cidadãos com mentiras mal-elaboradas, a fim de atrapalhar o trabalho sério de alguns candidatos." E pede ao fiel: "Pense nisto." Em tom crítico, afirma que se "os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus". E ataca: "Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade na verdade está fazendo o jogo do diabo. O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em "defesa" de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade."
Segundo ele, "nestes dias que antecedem as eleições, devemos observar se a plataforma dos candidatos em quem pretendemos votar não pode vir a prejudicar a Igreja. Use seu voto de forma consciente e responsável."
O post tem links para duas notícias. Uma tem por título "Boatos tentam desestabilizar reta final da campanha de Dilma" e é do site R-7, da Record. A outra é do site Arca Universal, da IURD: "Dilma desmente boatos na internet". A nota de Macedo foi ao ar anteontem, com a assinatura "Bispo Edir Macedo", sob uma foto do próprio líder religioso, ao lado dos dizeres: "Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. (Th, 5, 8)".
Convenção. O presidente do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, pastor Ronaldo Fonseca, disse ontem ao Estado que a denominação religiosa não usará cultos para desmentir acusações contra Dilma, mas contou que estão sendo realizadas reuniões de líderes com esse fim. "Não concordamos com a central da boataria", disse Fonseca, candidato a deputado federal pelo PR - partido da base governista - de Brasília.. "O governo Lula foi bom para o povo evangélico. Não vemos a Dilma como o Demônio não." Para Fonseca, os responsáveis pelas informações falsas não são instituições, mas indivíduos. "Se fossem instituições, seria mais fácil prestar solidariedade (à candidata). São aproveitadores", afirmou.
Fonseca destacou que os evangélicos têm vários segmentos e deplorou que os boatos sejam divulgados. "O que é verdade tem que ser dito. Mas boatos, não. Infelizmente a central de boataria, em política, funciona."
Adversário do PT nos anos 80, Macedo chega a afirmar agora que Jesus não precisa "de advogados, nem de assessores de comunicação" e pede que os fiéis pensem e votem de forma "consciente e responsável". O PT divulgou ontem o post "Dilma é vítima de mentiras espalhadas pela internet" no site Dilma na web e ativistas passaram a replicá-la em redes sociais.
"Recebi recentemente um e-mail, destes que em princípio parecem ter o nobre intuito de nos alertar para algo grave", diz Macedo, no texto ilustrado com uma foto de Dilma no debate da Record - rede de TV controlada pela IURD. "A mensagem dizia que a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff teria afirmado: "Nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória". O spam, com texto pobre, dizia: "Após a inauguração de um comitê em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local..." Como as informações eram muito vagas (um comitê em Minas; um jornalista local), saí em busca de algo mais consistente, como um vídeo da suposta declaração ou ao menos uma gravação em áudio, mas não encontrei nada. Assim, tive certeza que se tratava de mais uma mentira."
Macedo adverte que "pessoas mal-intencionadas têm procurado confundir muitos cidadãos com mentiras mal-elaboradas, a fim de atrapalhar o trabalho sério de alguns candidatos." E pede ao fiel: "Pense nisto." Em tom crítico, afirma que se "os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus". E ataca: "Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade na verdade está fazendo o jogo do diabo. O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em "defesa" de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade."
Segundo ele, "nestes dias que antecedem as eleições, devemos observar se a plataforma dos candidatos em quem pretendemos votar não pode vir a prejudicar a Igreja. Use seu voto de forma consciente e responsável."
O post tem links para duas notícias. Uma tem por título "Boatos tentam desestabilizar reta final da campanha de Dilma" e é do site R-7, da Record. A outra é do site Arca Universal, da IURD: "Dilma desmente boatos na internet". A nota de Macedo foi ao ar anteontem, com a assinatura "Bispo Edir Macedo", sob uma foto do próprio líder religioso, ao lado dos dizeres: "Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. (Th, 5, 8)".
Convenção. O presidente do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, pastor Ronaldo Fonseca, disse ontem ao Estado que a denominação religiosa não usará cultos para desmentir acusações contra Dilma, mas contou que estão sendo realizadas reuniões de líderes com esse fim. "Não concordamos com a central da boataria", disse Fonseca, candidato a deputado federal pelo PR - partido da base governista - de Brasília.. "O governo Lula foi bom para o povo evangélico. Não vemos a Dilma como o Demônio não." Para Fonseca, os responsáveis pelas informações falsas não são instituições, mas indivíduos. "Se fossem instituições, seria mais fácil prestar solidariedade (à candidata). São aproveitadores", afirmou.
Fonseca destacou que os evangélicos têm vários segmentos e deplorou que os boatos sejam divulgados. "O que é verdade tem que ser dito. Mas boatos, não. Infelizmente a central de boataria, em política, funciona."
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